Contadores De Histórias Profissão

Comissão aprova projeto que regulamenta a profissão de contador de histórias

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, aprovou, nessa quarta-feria (12) o Projeto de Lei n° 7.232/2017. De autoria da Deputada Erika Kokay (PT-DF), o projeto regulamenta a profissão de contador de histórias e dá outas providências. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) foi a relatora e emitiu parecer favorável à matéria. O parecer foi aprovado por unanimidade na CTASP e segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

De acordo com a proposição, são considerados contadores de histórias os profissionais cuja construção do saber seja desenvolvida no cotidiano de suas comunidades, em que a oralidade exerça papel fundamental na preservação e transmissão do saber e das manifestações da cultura popular.
Como exigência para o exercício da profissão, a matéria  destaca a necessidade de os profissionais possuírem curso de formação com fundamentação teórico-prática para o uso da literatura e das técnicas de contação de histórias como instrumentos didático-pedagógicos no processo de aprendizagem.
O projeto estabelece, ainda, um conjunto de objetivos dos contadores de histórias, dentre eles, o de promover a valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro; democratizar o acesso aos bens culturais imateriais; valorizar a diversidade cultural do povo brasileiro, contribuindo para a difusão das manifestações verbais, poéticas, literárias, musicais e outras modalidades de manifestações artísticas e culturais do povo brasileiro.
Segundo Erika, a regulamentação da profissão é fundamental para o reconhecimento e valorização de um ofício, que é universal e secular. A parlamentar observa que, embora ainda não se reconheça o contador de história como profissional, muitos têm na prática cotidiana de suas atividades – contação de histórias para crianças, jovens e adultos em escolas, auditórios, teatros, praças, espaços de convivência, etc. – a sua fonte exclusiva de renda/sobrevivência.
Erika ressalta também que o Plano Nacional do Livro e da Leitura, do Ministério da Cultura, documento base para todos os Estados e municípios brasileiros e DF, reconhece o contador de histórias como membro da cadeia mediadora, mas não orienta ou sugere ações para a valorização de sua atuação e de seu importante trabalho para a cultura nacional.
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